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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
Os textos que se seguem reproduzem as pistas fornecidas aos cinco grupos de reflexão que trabalharam durante a Jornada.
1 - OBJECTIVO 2010 – AFIRMAR OS VALORES CRISTÃOS E O PAPEL DA IGREJA EM PORTUGAL
Para nós, Cristãos, 2009 e 2010 vão ser anos exigentes. Os partidos políticos, para se diferenciarem uns dos outros nas eleições de 2009, vão trazer para a ordem do dia questões que nos dizem muito, por estarem ligadas à defesa da Vida, da dignidade da Pessoa Humana, da Família. É também certo que alguns tópicos ligados ao papel da Igreja (na educação, na saúde, na solidariedade social) vão ser de novo postos em causa.
Em 2010, as comemorações do centenário da República vão também propiciar um certo revivalismo anti-clerical e uma tentativa de colagem da Igreja a posições adversas ao ‘progresso’ e à ‘modernidade’. Como enfrentar este ambiente de laicismo combativo (e, por vezes, de ateísmo agressivo)?
Para nós, Schoenstattianos, esse esforço será facilitado e incentivado porque, também em 2010, comemoramos os cinquenta anos do Movimento de Schoenstatt em Portugal. Esta (feliz) coincidência poderá fazer-nos pensar qual o nosso contributo para a missão da Igreja em Portugal? E, mais particularmente, como poderemos, no nosso Ramo, com os nossos ideais, defender os valores cristãos e o papel da Igreja na sociedade portuguesa?
2 – A IGREJA E A MISSÃO DOS LEIGOS – CONTRIBUTOS DE SCHOENSTATT
Na sequência do Concílio, muita coisa mudou. Hoje é preciso andar distraído ou não conhecer a Igreja para a identificar com o clero. A Acção Católica e outros Movimentos laicais tornaram a Igreja visível e activa no seio da sociedade através dos seus membros leigos…
Schoenstatt, na diocese de Lisboa, tem hoje um capital de experiência apostólica em que os leigos assumem um papel determinante. O trabalho com grupos nos diferentes ramos, o desenvolvimento da pastoral de namorados, as missões de Juventude e as peregrinações a Fátima são alguns exemplos do caminho já percorrido e que podem não só ser postos á disposição da Igreja, como também serem inspiradores de outras iniciativas.
Podemos perguntarmos como poderemos, com o nosso carisma e com a nossa experiência, servir mais e melhor a Igreja? Devemos desenvolver uma relação mais estreita e regular com outros Movimentos? Com que estratégia? Que inicativas?
(3 – Tema anulado)
4 - SCHOENSTATT ESTÁ A CRESCER
De praticamente desconhecido, e aparentemente fechado para quem “vê de fora”, Schoenstatt passou, em poucos anos, a ser um Movimento habitualmente conhecido, pelo menos em determinada esfera social. As iniciativas de Schoenstatt, abertas aos “de fora”, como as peregrinações e as missões, mostram uma grande adesão de pessoas que praticamente não conhecem o nosso Movimento.
O grande crescimento, especialmente ao nível da juventude, torna-se, agora, um desafio à preservação dos valores e do pensamento de Schoenstatt.
Qual é a "esfera social" de Schoenstatt?... O que faz com que as pessoas "de fora" queiram conhecer Schoenstatt?... O que faz com que, por vezes, quem chega de fora, duvide, recue e não volte?... Será Schoenstatt um "ponto de encontro social" ou um local de graças e de crescimento em família?...
5 – VIDA AFECTIVA: UMA VISÃO DO P. KENTENICH PARA O TEMPO ACTUAL
A AFECTIVIDADE é um tema que está “na moda”, arriscando-se por isso a ser “mal tratado”, pelo merece especial atenção e reflexão.
No entanto, durante muito tempo, não foi dado à nossa vida afectiva a importância que lhe é devida. Acreditava-se que o decisivo era só a vontade. É certo que o aspecto espiritual da pessoa é decisivo na hora de iluminar e decidir. Mas, é um grave erro acreditar que é possível fazê-lo sem a integração da vida afectiva da pessoa. Fruto desse erro é a pessoa racional e voluntariosa que nega ou sacrifica os sentimentos. Sem a concordância do coração e dos afectos, a vontade pode fazer muito pouco. A conduta humana, em grande parte, está definida e determinada pela zona dos afectos, pela zona do coração.
Ainda que os afectos correspondam basicamente à nossa esfera animal, eles situam-se entre o corpo e o espírito. O P. José Kentenich falava do coração e da afectividade como a conexão entre o apetite sensível (sentimentos, paixões, instintos) e o apetite espiritual (vontade), entre o animal e o anjo em nós.
6 – CELEBRAR S. PAULO EM TEMPOS DE INSEGURANÇA
São Paulo chama à fé uma “obediência” (cf. Rom. 16,26;1,5). Isto significa que a fé é um abandono confiante a Deus que nos falou. Aquele em quem se confia torna-se o “rochedo” da nossa segurança: o Senhor é o meu rochedo e a minha salvação, canta o Salmista.
Vivemos hoje, em Portugal, um sentimento de insegurança causado pela violência de que todos os dias os telejornais nos dão notícias, ou de que eventualmente somos vítimas. A este, acrescem os receios pelo (des)emprego, pela (falta) de saúde, pelos riscos de um crash financeiro, as preocupações pela questões climáticas, pelas catástrofes naturais, etc. Como cristãos deveremos perguntar-nos: “de que serve o nosso “rochedo”? Como nos agarramos a Ele?
Podemos também perguntar-nos, como Schoenstattianos, em que medida o exemplo do nosso Pai-fundador, caso exemplar de entrega filial a Deus, nos permite olhar o mundo com outra serenidade e confiança e sermos testemunhos desse Seu amor incondicional?
sábado, 18 de outubro de 2008
Com este lema partimos para as Jornadas de Dirigentes de Lisboa 2008, para as quais foram convidados também representantes dos grupos já existentes nas dioceses de Beja, Évora, Funchal, Santarém e Setúbal. Ficam aqui as palavras da introdução do P. Francisco Sobral, no início dos trabalhos.
Querida Família de Schoenstatt!
O Pai Fundador convocou-nos neste lugar para escutarmos Deus. Em cada Jornada anual de dirigentes o desafio renova-se: deixar falar o nosso coração; olhar para o mundo em que vivemos; ser interpelados pelo que a Igreja nos pede; tomar o pulso ao crescimento da nossa Família. E em tudo isso, ouvir Deus falar e sintonizar o nosso empenho com a sua vontade.
Neste ano, o nosso olhar dirige-se claramente para a frente. Assim nos pede o lema desta Jornada: Schoenstatt – o rosto do futuro.
Permitam-me duas interpretações desta expressão. Uma primeira questiona-nos sobre o rosto que queremos para Schoenstatt no futuro. É um olhar estratégico. Hoje estamos aqui. Onde queremos estar amanhã? Quando o Schoenstatt de Lisboa e de Portugal se olhar ao espelho no futuro, que rosto verá? Em que direcção nos queremos desenvolver? O que queremos que encontre quem se encontra com Schoenstatt? O que queremos que diga de nós quem nos conhece bem? Qual queremos que seja a nossa marca, a razão de ser da nossa fama? Schoenstatt – que rosto no futuro?
A segunda interpretação do lema é uma afirmação de fé e uma provocação. Schoenstatt é o rosto do futuro. Do futuro da Igreja, em concreto. D. Robert Zollitsch é o actual presidente da Conferência Episcopal Alemã. Há cinco semanas atrás, afirmou o seguinte: “Parece-me que de vez em quando esquecemos que Schoenstatt nasceu como movimento de renovação. Schoenstatt pode contribuir para a Igreja com muitas riquezas do seu tesouro. Não devemos esconder-nos nas catacumbas. Pelo contrário, podemos colaborar na formação do caminho para a Igreja do futuro, conscientes de nós mesmos e com espírito de conquista.” Pura arrogância ou consciência da missão e da responsabilidade que nos foi entregue por um fundador santo? Schoenstatt – o rosto do futuro.
Nesta Jornada, queremos pôr-nos a caminho do futuro. Do futuro aberto, mas também do futuro próximo, que se condensará na celebração dos 50 anos de fundação do Movimento em Portugal, a realizar em 2010.