sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Ponto de chegada da Jornada

A síntese final da Jornada foi o desafio colocado ao Conselho Diocesano de Lisboa para formular um lema. Aqui está ele:



Família para um mundo novo



O nosso lema 2008/2009 resultou da síntese final da Jornada de Dirigentes “Schoenstatt – o rosto do futuro”, que teve lugar no dia 18 de Outubro de 2008, com a participação de cerca de 70 responsáveis do Movimento no Patriarcado de Lisboa, bem como de representantes das dioceses de Beja, Évora e Setúbal. Não foi possível estarem presentes representantes das dioceses do Funchal e de Santarém, como estava previsto. O lema “Família para um mundo novo” integra e expressa as seguintes linhas de desenvolvimento:

Família

O nosso rosto é ser Família. Queremos trabalhar no sentido de sermos um só Movimento e não apenas um conjunto de grupos dispersos. Queremos avançar na construção da Família diocesana e nacional, rumo à celebração dos 50 anos de Schoenstatt em Portugal, em 2010. O nosso caminho implica e exige a aspiração à santidade na Aliança de Amor com Maria, centrada no Santuário, tal como foi vivida pelo Pai-Fundador. É essa aspiração que nos une, é essa é a essência da nossa identidade, são esses os traços do nosso rosto.

família

No lema, a palavra “família” também expressa que queremos fazer da família natural e das suas causas a nossa especialidade, a nossa marca e a nossa luta. Poderíamos dizer, com humildade mas sem falsa modéstia: queremos ser os melhores na pastoral familiar e na luta pela cultura da família. Acreditamos que a família é o caminho de santidade mais específico e necessário na época em que vivemos. Acreditamos que a Igreja e a sociedade precisam do testemunho visível de famílias santas.

Para um mundo novo

O mundo novo está já em construção, devido à crise financeira mundial, atrás da qual existe também uma crise de valores e prioridades na evolução do mundo. Queremos formular o nosso contributo, perfilá-lo e introduzi-lo na discussão sócio-cultural. Como cristãos e como seguidores do P. José Kentenich, queremos intervir activamente no desenvolvimento de uma nova ordem social. Parece-nos especialmente urgente a luta contra a pobreza, pela justiça social, sem a qual não será possível um mundo realmente novo segundo Cristo. Sentimos necessidade de agir.


Rosto do Pai

O lema quis-se curto e conciso. Mas escondido nas suas entrelinhas,está ainda um outro elemento (que será expresso graficamente), absolutamente essencial. Queremos que a Família para um mundo novo tenha o rosto do Pai, seja o cartão de visita e a expressão de todos os anseios e da visão do Pai-Fundador. Foi ele que sonhou uma Igreja-família. Foi ele que nos ensinou que a família natural é fundamento e coroa de toda a Obra de Schoenstatt. Foi ele que lançou Schoenstatt, no dia 31 de Maio de 1949, como movimento de renovação de mentalidades, de cultura, da sociedade. Queremos crescer na vinculação pessoal ao Pai-Fundador e no conhecimento dos seus ensinamentos, explicitando o seu pensamento sobre temas actuais. O momento é oportuno e a responsabilidade é nossa.

Ponto de partida da Jornada


Com as palavras seguintes, foi feita a introdução à Jornada de Dirigentes, em Lisboa, já colocadas aqui a 18 de Outubro, e que repetimos agora numa versão mais completa.


Schoenstatt – o rosto do futuro


Querida Família de Schoenstatt!

O Pai Fundador convocou-nos neste lugar para escutarmos Deus. Em cada Jornada anual de dirigentes o desafio renova-se: deixar falar o nosso coração; olhar para o mundo em que vivemos; ser interpelados pelo que a Igreja nos pede; tomar o pulso ao crescimento da nossa Família. E em tudo isso, ouvir Deus falar e sintonizar o nosso empenho com a sua vontade.

Neste ano, o nosso olhar dirige-se claramente para a frente. Assim nos pede o lema desta Jornada: Schoenstatt – o rosto do futuro.

Permitam-me duas interpretações desta expressão. Uma primeira questiona-nos sobre o rosto que queremos para Schoenstatt no futuro. É um olhar estratégico. Hoje estamos aqui. Onde queremos estar amanhã? Quando o Schoenstatt de Lisboa e de Portugal se olhar ao espelho no futuro, que rosto verá? Em que direcção nos queremos desenvolver? O que queremos que encontre quem se encontra com Schoenstatt? O que queremos que diga de nós quem nos conhece bem? Qual queremos que seja a nossa marca, a razão de ser da nossa fama? Schoenstatt – que rosto no futuro?

A segunda interpretação do lema é uma afirmação de fé e uma provocação. Schoenstatt é o rosto do futuro. Do futuro da Igreja, em concreto. D. Robert Zollitsch é o actual presidente da Conferência Episcopal Alemã. Há cinco semanas atrás, afirmou o seguinte: “Parece-me que de vez em quando esquecemos que Schoenstatt nasceu como movimento de renovação. Schoenstatt pode contribuir para a Igreja com muitas riquezas do seu tesouro. Não devemos esconder-nos nas catacumbas. Pelo contrário, podemos colaborar na formação do caminho para a Igreja do futuro, conscientes de nós mesmos e com espírito de conquista.” Pura arrogância ou consciência da missão e da responsabilidade que nos foi entregue por um fundador santo? Schoenstatt – o rosto do futuro.

Nesta Jornada, queremos pôr-nos a caminho do futuro. Do futuro aberto, mas também do futuro próximo, que se condensará na celebração dos 50 anos de fundação do Movimento em Portugal, a realizar em 2010.

Permitam-me descrever agora o fio condutor da nossa Jornada. “Portugal e os portugueses” é o título do livro publicado este ano pelo Senhor D. Manuel Clemente. O Pedro Salgueiro, que é professor no Colégio de Santa Maria e tem vários anos de Aliança de Amor, leu o livro por nós e vai transmitir-nos ao longo dos próximos 45 minutos os frutos dessa leitura. Ajudar-nos-á a tomar consciência de quem somos como portugueses e dos desafios históricos e sócio-culturais que se nos colocam actualmente.

O trabalho nos cinco grupos, antes e depois de almoço, irá aprofundar cinco desses desafios. (Ver temas no post de 19 de Outubro).

Depois reunir-se-ão os vários ramos para pôr em comum aquilo que cada um trouxer do seu grupo de trabalho. Reunir-se-ão também, com o P. Diogo, as pessoas que vieram de fora da diocese de Lisboa, para reflectir e procurar caminhos para a fundação do Movimento nas outras dioceses.

Em simultâneo, os coordenadores dos grupos trabalharão para preparar o plenário final, onde serão apresentadas em síntese as conclusões dos grupos e onde procuraremos definir em conjunto as perspectivas e o lema para este ano, ou para os próximos anos.