domingo, 19 de outubro de 2008

Temas para os Grupos - Jornada de Dirigentes Lisboa 2008

Os textos que se seguem reproduzem as pistas fornecidas aos cinco grupos de reflexão que trabalharam durante a Jornada.

1 - OBJECTIVO 2010 – AFIRMAR OS VALORES CRISTÃOS E O PAPEL DA IGREJA EM PORTUGAL
Para nós, Cristãos, 2009 e 2010 vão ser anos exigentes. Os partidos políticos, para se diferenciarem uns dos outros nas eleições de 2009, vão trazer para a ordem do dia questões que nos dizem muito, por estarem ligadas à defesa da Vida, da dignidade da Pessoa Humana, da Família. É também certo que alguns tópicos ligados ao papel da Igreja (na educação, na saúde, na solidariedade social) vão ser de novo postos em causa.
Em 2010, as comemorações do centenário da República vão também propiciar um certo revivalismo anti-clerical e uma tentativa de colagem da Igreja a posições adversas ao ‘progresso’ e à ‘modernidade’. Como enfrentar este ambiente de laicismo combativo (e, por vezes, de ateísmo agressivo)?
Para nós, Schoenstattianos, esse esforço será facilitado e incentivado porque, também em 2010, comemoramos os cinquenta anos do Movimento de Schoenstatt em Portugal. Esta (feliz) coincidência poderá fazer-nos pensar qual o nosso contributo para a missão da Igreja em Portugal? E, mais particularmente, como poderemos, no nosso Ramo, com os nossos ideais, defender os valores cristãos e o papel da Igreja na sociedade portuguesa?

2 – A IGREJA E A MISSÃO DOS LEIGOS – CONTRIBUTOS DE SCHOENSTATT
Na sequência do Concílio, muita coisa mudou. Hoje é preciso andar distraído ou não conhecer a Igreja para a identificar com o clero. A Acção Católica e outros Movimentos laicais tornaram a Igreja visível e activa no seio da sociedade através dos seus membros leigos…
Schoenstatt, na diocese de Lisboa, tem hoje um capital de experiência apostólica em que os leigos assumem um papel determinante. O trabalho com grupos nos diferentes ramos, o desenvolvimento da pastoral de namorados, as missões de Juventude e as peregrinações a Fátima são alguns exemplos do caminho já percorrido e que podem não só ser postos á disposição da Igreja, como também serem inspiradores de outras iniciativas.
Podemos perguntarmos como poderemos, com o nosso carisma e com a nossa experiência, servir mais e melhor a Igreja? Devemos desenvolver uma relação mais estreita e regular com outros Movimentos? Com que estratégia? Que inicativas?

(3 – Tema anulado)

4 - SCHOENSTATT ESTÁ A CRESCER
De praticamente desconhecido, e aparentemente fechado para quem “vê de fora”, Schoenstatt passou, em poucos anos, a ser um Movimento habitualmente conhecido, pelo menos em determinada esfera social. As iniciativas de Schoenstatt, abertas aos “de fora”, como as peregrinações e as missões, mostram uma grande adesão de pessoas que praticamente não conhecem o nosso Movimento.
O grande crescimento, especialmente ao nível da juventude, torna-se, agora, um desafio à preservação dos valores e do pensamento de Schoenstatt.
Qual é a "esfera social" de Schoenstatt?... O que faz com que as pessoas "de fora" queiram conhecer Schoenstatt?... O que faz com que, por vezes, quem chega de fora, duvide, recue e não volte?... Será Schoenstatt um "ponto de encontro social" ou um local de graças e de crescimento em família?...

5 – VIDA AFECTIVA: UMA VISÃO DO P. KENTENICH PARA O TEMPO ACTUAL
A AFECTIVIDADE é um tema que está “na moda”, arriscando-se por isso a ser “mal tratado”, pelo merece especial atenção e reflexão.
No entanto, durante muito tempo, não foi dado à nossa vida afectiva a importância que lhe é devida. Acreditava-se que o decisivo era só a vontade. É certo que o aspecto espiritual da pessoa é decisivo na hora de iluminar e decidir. Mas, é um grave erro acreditar que é possível fazê-lo sem a integração da vida afectiva da pessoa. Fruto desse erro é a pessoa racional e voluntariosa que nega ou sacrifica os sentimentos. Sem a concordância do coração e dos afectos, a vontade pode fazer muito pouco. A conduta humana, em grande parte, está definida e determinada pela zona dos afectos, pela zona do coração.
Ainda que os afectos correspondam basicamente à nossa esfera animal, eles situam-se entre o corpo e o espírito. O P. José Kentenich falava do coração e da afectividade como a conexão entre o apetite sensível (sentimentos, paixões, instintos) e o apetite espiritual (vontade), entre o animal e o anjo em nós.

6 – CELEBRAR S. PAULO EM TEMPOS DE INSEGURANÇA
São Paulo chama à fé uma “obediência” (cf. Rom. 16,26;1,5). Isto significa que a fé é um abandono confiante a Deus que nos falou. Aquele em quem se confia torna-se o “rochedo” da nossa segurança: o Senhor é o meu rochedo e a minha salvação, canta o Salmista.
Vivemos hoje, em Portugal, um sentimento de insegurança causado pela violência de que todos os dias os telejornais nos dão notícias, ou de que eventualmente somos vítimas. A este, acrescem os receios pelo (des)emprego, pela (falta) de saúde, pelos riscos de um crash financeiro, as preocupações pela questões climáticas, pelas catástrofes naturais, etc. Como cristãos deveremos perguntar-nos: “de que serve o nosso “rochedo”? Como nos agarramos a Ele?
Podemos também perguntar-nos, como Schoenstattianos, em que medida o exemplo do nosso Pai-fundador, caso exemplar de entrega filial a Deus, nos permite olhar o mundo com outra serenidade e confiança e sermos testemunhos desse Seu amor incondicional?

3 comentários:

Carminho disse...

Beeeeeemmmmmm!!!!!
Já viram o lema do norte?!?!?

Não estamos todos sintonizados?!?..O Espirito Santo anda a trabalhar muito bem na familia de PORTUGAL!!!
É que o lema do Norte podia também ser o nosso depois de tudo o que se falou no sábado!!...

Foi muito bom o nosso dia de sabado! Foi muito bonito para mim ver a força que tem a nossa familia e a diversidade que nos levou a uma unidade fecunda!! VIVA!! :)

Obrigada Norte pela partilha!Fico muito contente pelo vosso lema!

Beijinhos a todos!
Carminho!

Unknown disse...

Deixamos aqui um trecho do Evangelho da Vida do Papa João Paulo II. O capítulo IV está cheio de propostas concrectas de como a família pode contribuir para a defesa e promoção da Vida Humana.

«Concebida como "determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum ",121 a solidariedade requer ser também concretizada mediante formas de participação social e política. Consequentemente, servir o Evangelho da vida implica que as famílias, nomeadamente tomando parte em apropriadas associações, se empenhem por que as leis e as instituições do Estado não lesem de modo algum o direito à vida, desde a sua concepção até à morte natural, mas o defendam e promovam.»

Há muitos membros da Família de Schoenstatt que são fundadores ou fazem parte de associações como estas de que João Paulo II fala.
1.Lançamos aqui dois desafios: que essas pessoas nos enviem a informação sobre essas associações para que possamos publicar no site de Schoenstatt nacional e as divulguemos dentro do Movimento e em outros meios.
2. Que todos nós nos interessemos pelo menos em saber o que são estas associações, o que fazem, que impacto podem ter na vida social e política do país e como podemos ajudar a que sejam mais efectivas. Às vezes basta que as divulguemos.

Deixamos já aqui informação sobre um projecto:
Vidas com Vida do Centro Social Maria Mãe da Igreja, e podem ver toda a informação em:
www.vidascomvida.org

Ficamos à espera de mais informações sobre associações e projectos.
Podem enviar para:

netmissao@schoenstatt.pt

Ficamos à espera
Gena e Pedro Ricciardi

Mª Inês Lourenço disse...

Eu concordo com a Carminho!!!!!!! Plenamente!

mphc!!

M.Inês - Gaf.Nazaré