sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Ponto de partida da Jornada


Com as palavras seguintes, foi feita a introdução à Jornada de Dirigentes, em Lisboa, já colocadas aqui a 18 de Outubro, e que repetimos agora numa versão mais completa.


Schoenstatt – o rosto do futuro


Querida Família de Schoenstatt!

O Pai Fundador convocou-nos neste lugar para escutarmos Deus. Em cada Jornada anual de dirigentes o desafio renova-se: deixar falar o nosso coração; olhar para o mundo em que vivemos; ser interpelados pelo que a Igreja nos pede; tomar o pulso ao crescimento da nossa Família. E em tudo isso, ouvir Deus falar e sintonizar o nosso empenho com a sua vontade.

Neste ano, o nosso olhar dirige-se claramente para a frente. Assim nos pede o lema desta Jornada: Schoenstatt – o rosto do futuro.

Permitam-me duas interpretações desta expressão. Uma primeira questiona-nos sobre o rosto que queremos para Schoenstatt no futuro. É um olhar estratégico. Hoje estamos aqui. Onde queremos estar amanhã? Quando o Schoenstatt de Lisboa e de Portugal se olhar ao espelho no futuro, que rosto verá? Em que direcção nos queremos desenvolver? O que queremos que encontre quem se encontra com Schoenstatt? O que queremos que diga de nós quem nos conhece bem? Qual queremos que seja a nossa marca, a razão de ser da nossa fama? Schoenstatt – que rosto no futuro?

A segunda interpretação do lema é uma afirmação de fé e uma provocação. Schoenstatt é o rosto do futuro. Do futuro da Igreja, em concreto. D. Robert Zollitsch é o actual presidente da Conferência Episcopal Alemã. Há cinco semanas atrás, afirmou o seguinte: “Parece-me que de vez em quando esquecemos que Schoenstatt nasceu como movimento de renovação. Schoenstatt pode contribuir para a Igreja com muitas riquezas do seu tesouro. Não devemos esconder-nos nas catacumbas. Pelo contrário, podemos colaborar na formação do caminho para a Igreja do futuro, conscientes de nós mesmos e com espírito de conquista.” Pura arrogância ou consciência da missão e da responsabilidade que nos foi entregue por um fundador santo? Schoenstatt – o rosto do futuro.

Nesta Jornada, queremos pôr-nos a caminho do futuro. Do futuro aberto, mas também do futuro próximo, que se condensará na celebração dos 50 anos de fundação do Movimento em Portugal, a realizar em 2010.

Permitam-me descrever agora o fio condutor da nossa Jornada. “Portugal e os portugueses” é o título do livro publicado este ano pelo Senhor D. Manuel Clemente. O Pedro Salgueiro, que é professor no Colégio de Santa Maria e tem vários anos de Aliança de Amor, leu o livro por nós e vai transmitir-nos ao longo dos próximos 45 minutos os frutos dessa leitura. Ajudar-nos-á a tomar consciência de quem somos como portugueses e dos desafios históricos e sócio-culturais que se nos colocam actualmente.

O trabalho nos cinco grupos, antes e depois de almoço, irá aprofundar cinco desses desafios. (Ver temas no post de 19 de Outubro).

Depois reunir-se-ão os vários ramos para pôr em comum aquilo que cada um trouxer do seu grupo de trabalho. Reunir-se-ão também, com o P. Diogo, as pessoas que vieram de fora da diocese de Lisboa, para reflectir e procurar caminhos para a fundação do Movimento nas outras dioceses.

Em simultâneo, os coordenadores dos grupos trabalharão para preparar o plenário final, onde serão apresentadas em síntese as conclusões dos grupos e onde procuraremos definir em conjunto as perspectivas e o lema para este ano, ou para os próximos anos.

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